18/09 – Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma

Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma
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Ao folhear um álbum de fotografias é comum se deparar com pessoas que saíram com os olhos avermelhados. Isso é resultado do contato dos olhos com a luz emitida pelo flash das câmeras. 

Situação semelhante acontece com as crianças que se encontram na primeira infância, fase que compreende os primeiros cinco anos de vida. 

Em algumas situações, quando os olhos das crianças são colocados em contato direto com a luz, como a do flash das câmeras, as retinas assumem uma coloração esbranquiçada, algo que é denominado no meio oftalmológico de leucocoria. 

Este é um sinal típico de retinoblastoma. Esta enfermidade foi o primeiro câncer identificado como doença genética e consiste em um tumor grave que acomete a retina.

O que causa o retinoblastoma? 

Também conhecida como olho de gato, essa doença acontece por uma falha genética na região da retina. 

As células dessa parte do globo ocular são repletas de diversos genes, mas para o caso do retinoblastoma o principal é o RB1. 

Encontrado aos pares nas células da retina, o gene é responsável por controlar o crescimento celular. 

Quando esses genes são modificados, uma célula pode crescer desordenadamente e levando a criança a apresentar alterações genéticas. Assim se forma o tumor da retina.

Categorias de retinoblastoma 

Apesar de parecer haver apenas um tipo, o câncer da retina apresenta duas ramificações:

  • Hereditário: como o próprio nome sugere, esse tipo é ocasionado através da mutação genética transmitida de maneira hereditária. Podendo acometer um ou os dois olhos, ela afeta principalmente bebês recém-nascidos;
  • Esporádico: aqui, a doença se manifesta em apenas um olho. Ao contrário do hereditário, esse tipo ocorre com mais frequência em bebês com mais de um ano.

Mas quais são os sintomas? 

É fato que a maneira mais fácil e imediata de perceber que uma criança possui retinoblastoma é a partir do branqueamento da retina, mas existem outros fatores que auxiliam na identificação da doença. 

Já na maternidade, por exemplo, o pediatra pode identificar o tumor através do teste do olhinho. Mas se a enfermidade se pronunciar tardiamente, esses são os sinais que a indicam:

  • Estrabismo em um ou nos dois olhos: essa é uma enfermidade caracterizada por olhos que não conseguem olhar para um mesmo objeto simultaneamente;
  • Alteração na cor dos olhos;
  • Dificuldade para enxergar;
  • Vermelhidão constante e sensação de corpo estranho;
  • Fotofobia;
  • Olho preguiçoso. 

Nas situações em que o retinoblastoma se pronuncia de maneira já evoluída, os sinais passam a ser:

  • Dores de cabeça;
  • Dor nos olhos;
  • Ânsia de vômito;
  • Proptose, que é quando um globo ocular cresce mais que o outro;
  • Perda parcial da visão.

Como é feito o tratamento? 

Apesar de ser um tumor maligno, o retinoblastoma apresenta sucesso no tratamento na grande maioria dos casos. 

Entre os métodos de cura da doença estão:

  • Crioterapia: ela se baseia em uma técnica em que o tumor é congelado e, posteriormente, destruído;
  • Termoterapia Transpupilar: assim como a crioterapia, a presente técnica usa temperaturas extremas para eliminar o tumor. Aqui, a radiação infravermelha queima o tecido cancerígeno;
  • Radioterapia: pequenas placas com sementes são colocadas fora do olho e próximas ao tumor para diminuí-lo gradativamente;
  • Enucleação: sugerida apenas em casos extremos, ela consiste na retirada do globo ocular. 

IOA – Instituto de Olhos da Amazônia

A eficácia no tratamento do retinoblastoma está diretamente ligada aos cuidados preventivos para com a saúde ocular.

Afinal, as idas frequentes ao oftalmologista podem identificar a doença em estágio inicial e, assim, tratá-la antes de sua evolução. 

Pensando nisso, o IOA possui todos os equipamentos e equipe qualificada para realizar tantos exames de rotina quanto os de tratamento do retinoblastoma!

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