Como se prevenir da conjuntivite?

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Você já teve a sensação de estar com areia nos olhos, ou acordou com as pálpebras grudadas e inchadas e passou dias com os olhos ardendo e avermelhados? Pois, esses são os principais sintomas de quem está com conjuntivite, uma inflamação na membrana que reveste a parte branca dos olhos. 

Neste artigo, vamos falar um pouco mais sobre essa enfermidade que acomete milhares de pessoas no mundo todo. Então, para saber como se pega conjuntivite, quais os tipos, os principais sintomas e as formas corretas de tratamento, veja logo abaixo!

O que é conjuntivite?

A conjuntivite é uma doença que se caracteriza pela inflamação da conjuntiva, causada por agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. A conjuntiva é a membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna da pálpebra. Sendo que o tipo viral da conjuntivite se torna altamente contagiosa. É frequente no verão e apesar de não ser grave, provoca muito incômodo e alguns cuidados devem ser tomados para que não evolua para uma epidemia.

Geralmente a conjuntivite compromete os dois olhos, mas não é necessariamente ao mesmo tempo, sendo o contágio feito pelo contato direto com a pessoa doente ou objetos contaminados. Essa contaminação ocorre com maior facilidade em ambientes fechados como escolas, creches e ônibus.

Qual o período de maior incidência?

A conjuntivite é mais comum durante as estações do verão e do inverno, pois são as épocas nas quais nos expomos mais a situações que envolvem aglomeração.

Já no outono, o risco é relacionado à baixa umidade do ar, que tende a ressecar as mucosas e assim dando oportunidade para a contaminação.

Quais os sintomas mais comuns?

Os principais sintomas da conjuntivite são:

  • Olhos vermelhos e lacrimejantes;
  • Inchaço nas pálpebras;
  • Sensibilidade à luz;
  • Visão embaçada/ borrada;
  • Secreção purulenta ou esbranquiçada;
  • Dificuldade de abrir os olhos ao acordar;
  • Coceira;
  • Ardência.

Tipos de conjuntivite

Para a surpresa de muitos, a conjuntivite pode ser dividida em quatro tipos, portanto a melhor maneira de diferenciá-las é procurando atendimento médico. Abaixo, explicaremos cada um deles:

1. Conjuntivite viral 

A conjuntivite viral é o tipo mais comum, sendo transmitida por um vírus conhecido como adenovírus. Diferente do que muitos pensam, esse tipo de conjuntivite não é transmitido pelo ar, mas sim pelo contato com as secreções oculares e também através de tosse e espirro do paciente infectado.

2. Conjuntivite bacteriana 

A conjuntivite bacteriana não é tão comum quanto a viral, porém ela pode ser mais perigosa. Ela é transmitida através do contato pessoal com a bactéria. Portanto, se a pessoa encosta nos olhos ou em algum lugar contaminado, ela pode correr o risco de se infectar.

3. Conjuntivite alérgica 

A conjuntivite alérgica é decorrente de alergia, principalmente por ácaro e pólen. Essas se manifestam com olhos vermelhos e coceira ocular e não são contagiosas.

Neste caso existem quatro formas de conjuntivite alérgica:

  • Sazonal, geralmente associada à rinite ou asma, que é mais comum;
  • Ceratoconjuntivite atópica, é associada à dermatite atópica;
  • Conjuntivite primaveril, que se inicia na infância e pode se estender até os 15 anos;
  • Conjuntivite papilar gigante, associada comumente ao uso de lentes de contato.

4. Conjuntivite tóxica 

A conjuntivite tóxica é uma forma não contagiosa e acontece quando o paciente tem contato direto com produtos que causam reações tóxicas aos olhos, como: produtos de limpeza, spray de maquiagens, lentes de contato, tintas para o cabelo, xampu, dentre outros.

Sendo um tipo mais raro de conjuntivite, é necessário, cautela no tratamento, pois se negligenciada, pode causar consequências graves na visão.

Diagnóstico 

O diagnóstico para essa doença é simples e é feito por meio do exame oftalmológico realizado por médico oftalmologista. Em alguns casos pode-se coletar a secreção para exames mais específicos.

É importante lembrar que ao aparecer os primeiros sintomas, deve-se procurar um médico, especialmente nas duas semanas iniciais, pois a conjuntivite é altamente contagiosa. O diagnóstico precoce pode ajudar na proteção das pessoas com as quais você convive.

Por que o tratamento é importante? 

Se o paciente seguir o tratamento indicado pelo especialista, as hipóteses de obter uma completa resolução do quadro são maiores. Além disso, o uso da medicação correta e as orientações dadas durante a consulta ajudam a evitar complicações futuras e até sequelas.

É importante lembrar que somente o oftalmologista pode dizer qual o medicamento correto para o seu caso, a dosagem precisa e o tempo de duração do tratamento. Siga as orientações oferecidas por ele e em hipótese alguma se automedique.

De que maneira podemos nos prevenir ou impedir a propagação?

A boa notícia é que dá sim, para se prevenir e/ou impedir a conjuntivite, veja nossas dicas logo abaixo:

  • Não compartilhe itens pessoais. Por exemplo: toalhas, lenços, maquiagens; 
  • Cubra o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e evite esfregar os olhos;
  • Nunca compartilhe lentes de contato com ninguém (nem mesmo a colorida);
  • Troque sempre as fronhas dos travesseiros;
  • Lave bem e com frequência as mãos. Principalmente se você passa a maior parte do tempo no trabalho, na escola ou em lugares públicos;
  • Carregue sempre com você um álcool em gel;
  • Crie o hábito de limpar objetos compartilhados com álcool antisséptico adequado;
  • Não use nenhum medicamento sem recomendação médica.

Enfim, esperamos que estas informações sobre como se pega conjuntivite, como identificá-la e como se proteger tenham sido válidas e, principalmente, convençam você a procurar um oftalmologista com mais frequência. 

Vale lembrar que seja lá qual for o tipo de doença oftalmológica, deve ser tratada corretamente e quanto antes!