Como tratar a inflamação na conjuntiva?

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Conhecida como quimose da conjuntiva, tal condição é um tipo de inflamação ocular, que ocorre quando o revestimento interno das pálpebras incham. O revestimento transparente, chamado de conjuntiva, também cobre a superfície do olho, e esse inchaço da conjuntiva significa que o olho ficou irritado.

A quimose é mais freqüentemente relacionada a alergias. Às vezes, uma infecção viral ou bacteriana pode causar tal condição, mas não é contagiosa. 

Causas de quimose da conjuntiva:

A principal causa da doença é a irritação que as alergias desempenham nos olhos. Alergias sazonais ou reações alérgicas a animais de estimação são as principais causas. 

O pêlo de animais podem fazer seus olhos lacrimejarem e parecerem vermelhos. Esta condição é chamada de conjuntivite alérgica. Você pode desenvolver conjuntivite e quimose por causa de alergias.

A inflamação da conjuntiva também está associada ao angioedema, uma forma de reação alérgica em que a pele do paciente incha. Ao contrário das urticárias – um inchaço na superfície da pele – o inchaço do angioedema ocorre por baixo da pele.

Infecções oculares, como conjuntivite viral ou bacteriana, podem levar a quimose. O paciente também pode adquirir a doença depois de cirurgia ocular, ou como resultado de hipertireoidismo. Esfregar os olhos demais ou com muita frequência também pode causar essa inflamação.

Sintomas de quimose:

A quimose ocorre quando a membrana que reveste os olhos e pálpebras acumula fluido. Os sintomas podem incluir:

  • olhos marejados;
  • rasgamento excessivo;
  • coceira;
  • visão embaçada ou dupla.

O paciente pode não ser capaz de fechar os olhos completamente durante um ataque de quemose por causa do inchaço. Algumas pessoas não apresentam nenhum sintoma de quemose que não seja inflamação.

Transmissão da doença:

A secreção decorrente do processo inflamatório, quando a mesma é de origem infecciosa, funciona como veículo para transmissão da doença. Por isso, a fase em que o paciente produz secreção é a mais propícia para a transmissão e todo cuidado é pouco. 

Piscinas não tratadas, lagos e água do mar podem ser meios de transmissão, dependendo da contaminação da água. O uso da mesma toalha ou outro objeto que tenha resquícios da secreção de uma pessoa com esta secreção infecciosa também pode ser um meio de contágio da doença. 

Como prevenir a infecção?

Para prevenir a transmissão, enquanto estiver doente, tome as seguintes precauções:

Lave com freqüência o rosto e as mãos uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microorganismos;

Aumente a freqüência de troca de toalhas ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;

Não compartilhe toalhas de rosto com outras pessoas;

Troque as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise;

Lave as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas e, ao usá-los não encoste o frasco no olho;

Não use lentes de contato enquanto estiver com conjuntivite, ou se estiver usando colírios ou pomadas;

Não compartilhe o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto cosmético;

Evite coçar os olhos para diminuir a irritação;

Evite aglomerações ou freqüentar piscinas de academias ou clubes;

Evite a exposição a agentes irritantes (fumaça) que podem causar a doença.

Como tratar?

Lavar os olhos e fazer compressas com água gelada, filtrada e fervida, ou com soro fisiológico, é a primeira coisa a ser feita. Para a inflamação viral não existem medicamentos específicos, mas os cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença. 

A princípio, não se automedique jamais. A indicação de qualquer remédio só deve ser feita por um médico oftalmologista. Alguns colírios são altamente contra-indicados porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro.

Fale com seu médico oftalmologista se você tiver dor nos olhos ou sintomas de uma reação alérgica grave. Os sintomas de uma reação alérgica grave incluem alterações na respiração ou no ritmo cardíaco e inchaço dos lábios ou da língua.

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